Começou hoje (13/10) o processo de julgamento dos 595 projetos concorrendo ao Prêmio SomosCoop: Melhores do Ano, promovido pelo Sistema OCB a cada ano par. No total, 320 cooperativas, de Norte a Sul do país, submeteram seus cases de sucesso. Dessas, um seleto grupo receberá o troféu como reconhecimento à criatividade, à visão e aos resultados obtidos por elas ao longo dos últimos dois anos.
"Cada vez mais conseguimos mostrar a força do nosso movimento, mesmo em momentos de crise. Sabemos que o impacto do nosso setor é gigante e retrata crescimento, transformação e geração de renda. O Prêmio Melhores do Ano é uma forma de destacar os as boas práticas das coops que tenham proporcionado benefícios reais aos seus cooperados e à comunidade", comentou o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
A banca julgadora também cresceu - para dar conta de analisar cada projeto inscrito - e este ano é composta por uma equipe de mais de 60 pessoas. No dia 28 de outubro, vamos conhecer os finalistas. Os vencedores serão revelados na cerimônia que está sendo preparada para o dia 24 de novembro.
Outra data importante será o dia 3 de novembro. Como novidade, nesta edição o Prêmio SomosCoop: Melhores do Ano ganhou a categoria "Influenciadores Coop". Os concorrentes foram indicados por entidades do setor e a votação para escolher os vencedores será popular, online, a partir desse dia.
Online também será a cerimônia de entrega, que está sendo pensada especialmente para esta edição que ocorre no cenário pandemico. "Seguindo todas as recomendações e cuidados, vamos conhecer os projetos e as cooperativas vencedoras. Sabemos do carinho das nossas coops com o Prêmio e, no ritmo da adaptabilidade, teremos o nosso evento especial. E contamos com a participação de todos em mais um momento de celebração das conquistas do Cooperativismo brasileiro", finalizou, em tom de convite, Márcio Lopes de Freitas.
Saiba mais sobre o Prêmio

Uma das áreas que, certamente, é essencial na vida das pessoas e das organizações, é a comunicação e, no contexto de pandemia, isso ficou muito mais evidente. Por isso, o Sistema OCB realizou nesta quinta-feira uma versão online do tradicional encontro nacional de comunicadores, reunindo profissionais de todo o país. A capacitação teve por objetivo falar sobre os rumos e as estratégias mais inovadoras e eficientes que podemos aplicar no nosso trabalho, mostrando, assim, o quanto o cooperativismo está presente na vida dos brasileiros.
O superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, e a gerente geral da OCB, Tânia Zanella, falaram sobre o orgulho que sentem de ver uma equipe tão comprometida, não somente em divulgar o cooperativismo, mas em usar as estratégias de comunicação para fortalecer o vínculo entre a cooperativa e o cooperado.
Eles Ambos destacaram o empenho das equipes das unidades estaduais e, também, das cooperativas em manter o fluxo de informações, evitando ruídos e fortalecendo, dessa maneira assim, a imagem institucional das organizações e coops, mesmo num cenário de tantas dificuldades causadas pela pandemia do novo coronavírus.
A gerente de comunicação do Sistema OCB, Daniela Lemke, também reforçou o compromisso das equipes que se mostraram tão essenciais, contribuindo com uma comunicação direta, constante e marcando presença no meio digital, divulgando conteúdos relevantes e minimizando dos efeitos negativos do distanciamento social. A gestora também apresentou os projetos e frentes de trabalho mais atuais, desenvolvidos pela Unidade Nacional, com o apoio tanto da Diretoria do Sistema OCB quanto do Conselho de Comunicação, formado por representantes das cinco regiões brasileiras. Outro destaque da fala de Daniela foi o anúncio da realização de uma campanha nacional de divulgação do cooperativismo, prevista para começar em novembro.
CENÁRIO DA COMUNICAÇÃO
O especialista em marketing digital, Rafael Rez, falou na sequência, trazendo em destaque as ferramentas de comunicação e seu uso eficiente para a superação dos desafios atuais. Rez chamou a atenção dos participantes para a relevância das redes sociais no mundo dos negócios, especialmente devido às condições tecnológicas do nosso tempo, a um processo constante de transformação digital e, também, em função do surgimento de novos serviços e demandas por causa do distanciamento social, reflexo da pandemia.
Segundo ele, uma presença eficiente nas redes sociais não substitui, por exemplo, o site, que deve ser sempre uma referência para o cliente. “Quem tem uma boa presença nas redes sociais e não tem um site, está construindo um castelo no terreno de outra pessoa”, argumenta.
Para ele, quanto mais integradas forem as estratégias de comunicação, mais eficazes serão os resultados e, por isso, os ajustes na rota das cooperativas precisam ocorrer na mesma velocidade que ocorrem na vida das pessoas. “Muitas instituições são lentas no processo de adaptação às novidades. As pessoas aderem, mas as instituições não. Então, ganha a corrida quem consegue correr mais rápido na direção do que o usuário/cliente quer”, orienta.
Em relação às redes sociais, o especialista destacou ainda os pontos (fortes ou não) de cada uma delas. De acordo com pesquisas, o Instagram e o Whatsapp são as redes preferidas do público, atualmente, mas elas também apresentam aspectos que precisam ser levados em consideração na hora de potencializar o uso.
“O Instagram, por exemplo, é uma rede predominantemente de imagens e não oferece opções de busca. Já o Whatsapp é excelente para comunicações mais informativas, inclusive é o preferido de 85#$-$#das pessoas na hora de receber uma oferta de produto ou serviço. Os outros 15#$-$#preferem um bem elaborado e-mail marketing”, explicou.
Para acessar o conteúdo apresentado por Rafael Rez, clique aqui.
WCM
Na última parte do encontro, os comunicadores conheceram a versão digital de um dos mais tradicionais eventos de gestão, liderança e inovação do país: o WCM que, por conta da pandemia, foi adaptado para o meio digital. Luiz Branco, um dos organizadores, apresentou a plataforma exclusiva do evento, que conta com o apoio dos Sistemas OCB, Ocemg, Unimed e Sicoob. Cerca de 50 palestrantes de países diferentes falarão para um público estimado em mais de oito mil participantes.
Um dos anúncios feitos por Branco é que Washington Olivetto, um dos publicitários mais conhecidos dentro e fora do país, e que vai ministrar uma palestra no WCM, terá um momento especial com todos os comunicadores, logo depois de sua participação na programação. Será num ambiente exclusivo, para responder perguntas e fazer um grande bate-papo sobre a comunicação e os desafios que vêm por aí.
O evento que tinha dois dias intensos de atividades terá, desta vez, em três meses, já que os participantes poderão acompanhar todos os detalhes da programação nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro e, ainda, acessar todo o conteúdo que ficará gravado até fevereiro do ano que vem.

O mundo inteiro comemora nesta quinta-feira, dia 17 de outubro, o Dia Internacional das Cooperativas de Crédito (DICC). A data é lembrada há 71 anos, desde que a Associação Nacional de Cooperativas de Crédito dos Estados Unidos estabeleceu a terceira quinta-feira do mês para divulgar a proposta e os ideais do setor e lembrar a trajetória e as conquistas deste modelo de organização econômica.
Por esse motivo, todos os anos, cooperativas de todo o planeta abrem as suas portas para atrair a atenção das pessoas quanto aos benefícios do setor e também para promover ações e atividades sociais. Em 2019, o tema que irá centralizar as atividades do DICC será “Serviço local. Alcance global” para representar o quanto as ações promovidas pelo sistema cooperativista não se limitam apenas às comunidades onde estão presentes. Elas criam raízes que se ramificam na vida de pessoas de diversos canto do país, refletindo no constante crescimento global do cooperativismo financeiro.
Hoje, o setor possui mais de 11 milhões de brasileiros associados a uma das 883 cooperativas de crédito espalhadas pelo território nacional. “Este é o momento de reconhecer o importante papel que as Cooperativas de Crédito desempenham na inclusão financeira de milhões de pessoas e na prosperidade da comunidades em que atuam. Continuamos contribuindo para o crescimento dos negócios, o bem comum e a solidariedade financeira, especialmente neste momento em que a economia apresenta ritmo lento de recuperação”, diz o presidente da Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebras), Kedson Macedo.
Além disso, o setor também caminha a passos largos para alcançar o seu maior desafio: ampliar a sua representatividade no Sistema Financeiro Nacional dos atuais 8#$-$#para 20#$-$#nas operações de crédito até 2022, em consonância com as metas estabelecidas pela Agenda BC#.
A Revista de Gestão e Organizações Cooperativas (RGC) publicou uma edição especial com 15 artigos inéditos conhecidos durante a quinta edição do Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC). Todos os autores que apresentaram trabalhos científicos no evento, realizado em outubro de 2019, em Brasília-DF, tiveram seus materiais avaliados por uma equipe editorial.
Os 15 artigos selecionados tratam de assuntos ligados a temas como: cenário jurídico, educação, identidade, gestão, governança, desempenho e sustentabilidade nas cooperativas. O editor-chefe da revista RGC, Vitor Kochhann Reisdorfer, que também é
professor associado da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), explicou que a revista “publica e dissemina exclusivamente conhecimentos na área do cooperativismo” e que o material enriquece as cooperativas brasileiras.
Já o professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e coordenador científico do 5º EBPC, Mateus de Carvalho Reis Neves, afirmou que tão importante quanto a geração de conhecimento é a divulgação do resultado das pesquisas feitas.
“Neste sentido, a parceria com a RGC tem sido sinérgica e altamente positiva, atendendo a uma demanda crucial, na visão da Coordenação Científica do EBPC, que é a divulgação científica. Percebemos que esta parceria promove a consolidação do EBPC e da RGC como importantes canais de estímulo à pesquisa em cooperativismo no Brasil", avalia o professor.
Confira!
Para conferir a edição especial revista, basta clicar aqui.
Cooperar para superar a crise. Essa foi uma das mensagens reafirmadas na live do Sistema OCB desta sexta-feira (8). Os presidentes da Castrolanda e da Coprel, Willem Bouwman e Jânio Stefanello, respectivamente, falaram um pouco sobre as experiências de intercooperação que têm ajudado as suas cooperativas a minimizarem os impactos da crise causada pela pandemia do novo coronavírus. A gerente Técnica e Econômica do Sistema OCB, Clara Maffia, também participou do bate papo e falou mais a respeito do CooperaBrasil, um espaço criado para estimular a intercooperação e impulsionar os negócios entre as cooperativas.
A realização dos debates ao vivo tem servido para tirar uma série de dúvidas a respeito dos mais variados temas que afetam as cooperativas, desde questões mais burocráticas, como a realização de assembleias gerais ordinárias no ambiente virtual, até dicas de como inovar em momentos de crise. Tudo isso com comentários em tempo real do público e dos especialistas convidados.
Cases de Intercooperação
A intercooperação é uma das chaves para o desenvolvimento dos negócios da cooperativas. Por meio dela é possível impulsionar o desenvolvimento local e regional, aumentar a renda dos cooperados e suas famílias, estimular a colaboração e, claro, fortalecer o cooperativismo.
A Castrolanda, por exemplo, faz parte de uma iniciativa chamada Unium, junto com as cooperativas Frísia e Capal, que foi pensada para alavancar os negócios reduzindo custos para as três coops, com um retorno positivo aos cooperados. “Naquele momento nos unimos e juntamos as nossas forças num braço da cooperativa. Em negócios estratégicos nós vamos nos unir e vamos somar forças. Então assim deixamos de concorrer pela matéria prima e pelo cliente, e agora estamos somando forças com conhecimento, com capacidade intelectual e financeira, com organização de negócios. Foi naquele momento que nasceu a intercooperação no grupo da Unium”, relembrou o presidente da Castrolanda, Willem Bouwman.
Atualmente, as cooperativas têm em conjunto três projetos: a indústria de beneficiamento de leite, um moinho para produção de trigo e um frigorífico para abate de suínos. Unidas elas conseguiram otimizar a sua produção e o escoamento, potencializando seus negócios e crescendo juntas. Para Bouwman, uma dos aspectos fundamentais para a intercooperação é a confiança entre os parceiros, que é um dos obstáculos a serem vencidos e que faz toda a diferença para a manutenção dos projetos. Confiar na capacidade de gestão de cada uma das cooperativas a frente aos projetos contribui para o sucesso da parceria, afirmou o presidente da Castrolanda.
Outro exemplo de intercooperação apresentado e que tem dado muito certo é o da Coprel, que em parceria com outras cooperativas da Região de Birubá, no Rio Grande do Sul, tem levado internet de qualidade para mais de 30 municípios da região. O presidente da cooperativa, Jânio Stefanello, destacou a importância de uma iniciativa como essa para locais que já são mais afastados, mas que no contexto atual lidam com um distanciamento ainda maior devido a pandemia. “A internet aproxima as pessoas, nessa época onde os filhos estão distantes dos pais e avós, é algo que a gente não convive fisicamente, mas a gente mata a saudade. Não é só para o trabalho home office, precisam da internet para passar o tempo, para se divertir”, destacou Stefanello.
Em parceria com as cooperativas agropecuárias, que disponibilizam suas estruturas e até apoiam financeiramente, a Coprel tem levado internet de fibra ótica para áreas rurais, garantindo assim, mais qualidade não apenas para os cooperados, mas para todos os moradores da região. Além disso, em alguns municípios, cooperativas de créditos facilitam o acesso ao crédito para que tenham mais recursos para financiar os custos de implementação dessas ações. “Eu sou um apaixonado pela intercooperação, porque ela tá no nosso sangue, tá no nosso DNA, quando a gente consegue se juntar, se unir pra fazer, a gente faz muito mais”, ressaltou o presidente da Coprel.
CooperaBrasil
E para estimular ainda mais a intercooperação, o Sistema OCB lançou o site CooperaBrasil, um espaço onde as cooperativas podem vender e comprar produtos e serviços umas das outras, o que é um dos caminhos para superar a crise. Para a gerente Técnica e Econômica do Sistema OCB, Clara Maffia, o papel do Sistema OCB é garantir condições para que as cooperativas passem por esse momento de maneira mais tranquila, com impacto um pouco menor ao final de todo esse processo. E o CooperaBrasil é uma das estratégias que vai contribuir para isso.
Desde o 14º Congresso Brasileiro do Cooperativismo, que trouxe com força a pauta da intercooperação, o Sistema OCB tem trabalhado em projetos e ferramentas que fortaleçam a união entre cooperativas como uma forma de gerar negócios e oportunidades. Dado o contexto atual, se mostrou necessário a criação dessa “vitrine virtual”, que além de ajudar as cooperativas a exporem seus produtos e serviços, também fizesse isso de forma a ampliar seu alcance - podendo sair do âmbito local, para o nacional.
“O objetivo [do CooperaBrasil] é esse: é criar conexão, é gerar essa relação cada vez mais forte não só de cooperativas que estão próximas. Com certeza temos a oportunidade de trabalhar cooperativas em conjunto de norte a sul do país, quebrar essa barreira geográfica e ampliar ainda mais as oportunidades que a gente tem na intercooperação”, destacou Clara Maffia.
Para saber mais sobre o CooperaBrasil, clique aqui. E para saber quais as cooperativas já estão neste espaço, acesse www.cooperabrasil.coop.br.
E para quem não assistiu ou quer rever a íntegra da live com participação dos presidentes da Castrolanda e da Coprel, Willem Bouwman e Jânio Stefanello, respectivamente, da gerente Técnica e Econômica do Sistema OCB, Clara Maffia, com mediação da gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Fabíola Nader, é só conferir aqui.
O momento que estamos passando nos pede flexibilidade. A expressão “ser resiliente” nunca esteve tão presente na vida da população mundial como agora. Alguns já o são naturalmente, outros estão praticando e aprendendo. E é esse o convite que temos às nossas cooperativas neste momento de transformações e adequações.
O cooperativismo tem em seu DNA, e escrito entre seus princípios, o “interesse pela comunidade”. Um princípio que carregamos como uma bandeira e que se faz extremamente presente nas ações do “Dia de Cooperar” (nosso querido Dia C).
Como ação de prevenção, comunicamos a todas as nossas cooperativas para que suspendam temporariamente as ações de divulgação e de lançamento que ocorrem todos os anos. E fazemos um convite à reflexão: o Dia C carrega o lema de que “atitudes simples movem o mundo”. E é disso que estamos precisando neste momento, mais do que nunca.
Vamos dar uma pausa nos eventos institucionais, mas vamos, também, olhar para o que nossas comunidades estão precisando neste momento? Vamos, juntos, pensar como cada cooperativa, observando seu contexto, pode contribuir para minimizar os efeitos negativos do coronavírus no seu município?
Podem ser feitas campanhas de conscientização e sensibilização. Podemos usar as redes sociais e a comunicação digital de uma forma geral para espalhar informações úteis. O relacionamento virtual está sendo estimulado, mais do que nunca. Podemos, ainda, pensar em ações de apoio a pessoas em dificuldade neste momento delicado.
Temos a certeza que a criatividade vai ajudar a fazermos coisas incríveis. Você pode ser um ator, um elo, um representante… Uma parte importante nesta corrente para minimizar os estragos.
Quando tudo isso passar, estaremos mais fortalecidos. Nossos materiais, preparados com tanto carinho, estarão à disposição para levarmos adiante ações que podem nascer neste momento de transformação.
Vamos pensar juntos? Compartilhe sua ideia. Às vezes, tem mais alguém querendo apoiar…
Fique por dentro
O Sistema OCB criou uma página para espalhar ações que estão sendo feitas por todo o país. Entre em contato, mande o que sua cooperativa está fazendo e encoraje outras a fazerem também! E lembre-se: todas essas ações realizadas em favor das comunidades podem (e devem!) ser cadastradas no Sistema do Dia C no site diac.somoscooperativismo.coop.br. Vamos contabilizar o sucesso das nossas ideias para contarmos no futuro como foi fazer um Dia C ainda mais emocionante.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participou da assinatura do projeto de lei complementar de modernização da LC 130/2009, mais conhecida como lei das cooperativas de crédito. O evento ocorreu na sede da OCB, em Brasília, na última terça-feira.
Especificamente em relação à participação das cooperativas no crédito, ele destacou o objetivo do Banco de elevá-la dos 8#$-$#registrados em 2018, para 20#$-$#em 2022. Para ele, isso é possível, já que em países da Europa isso é uma realidade.
“Todas essas metas são realistas. Por exemplo: a Alemanha tem 20-, a Holanda tem 39#$-$#e, a França, 60-”, comenta Campos Neto. Confira abaixo o discurso dele na íntegra.
Apontamentos do Presidente do Banco Central do Brasil
Roberto Campos Neto na solenidade de assinatura do Projeto Lei Complementar de modernização da Lei Complementar 130/2009.
Boa tarde Senhoras e Senhores.
A presença de cooperativas de crédito em uma determinada região traz muitos benefícios à sua população.
Indicadores econômicos dos municípios são sensivelmente afetados pela presença de cooperativas de crédito, tais como:
- O número de estabelecimentos por milhares de habitantes, que se eleva em média 19,6-;
- A proporção das vagas de emprego formal em relação à população em idade ativa, que se eleva em média 6,2-; e
- A renda per capita da região, que se eleva em média 5,6-.
(Fonte: FIPE, com base em dados do IBGE, RAIS/ME e SECEX entre 1994 e 2017)
Além disso:
- Para cada Real originado em crédito pelo sistema de cooperativas, o valor agregado de R$ 2,45 é adicionado à renda da região; e um novo emprego é criado, em média, para cada R$ 36 mil de crédito concedido pelo sistema de crédito cooperado.
Esses e outros indicadores demonstram a importância de fomentarmos o crescimento do crédito cooperativo. A Lei Complementar 130, de 2009 já está em vigência há mais de 10 anos. Foram 10 anos muito importantes para o setor, que apresentou um desenvolvimento admirável. O sistema de crédito cooperado vem crescendo a taxas muito mais elevadas que o SFN:
- Ativos: Cooperativas, 18#$-$#aa; SFN, 2#$-$#aa;
- Crédito: Cooperativas, 15,5#$-$#aa; SFN, 2,6#$-$#aa;
- Depósitos: Cooperativas, 20#$-$#aa; SFN, 4#$-$#aa.
O segmento segue com um grande potencial de crescimento em sua própria base e pode triplicar sua carteira de crédito: mais de 2/3 das operações de crédito dos clientes cooperados estão fora do sistema cooperativo.
Ao longo desta década de vigência da LC 130 avançamos também no fortalecimento da governança corporativa do segmento e na capacidade do BCB de supervisionar as cooperativas de crédito.
Importantes ferramentas para isso foram:
- Auditoria Cooperativa: Novo modelo de supervisão com ganho de qualidade para o BCB e para as cooperativas;
- Supervisão Auxiliar: Autorregulação do segmento e eficiência da utilização de recursos;
- Inteligência Artificial: Pioneirismo no uso de Inteligência Artificial para avaliação de carteira de crédito.
Mais recentemente, ao longo de 2019, avanços da Agenda BC#, ampliaram as possibilidades de captação das cooperativas, permitindo a obtenção de funding por meio:
- da Poupança Imobiliária;
- da Poupança Rural;
- da Letra Financeira; e
- da Letra Imobiliária Garantida (LIG)
No entanto, ações adicionais de promoção do cooperativismo de crédito requerem alterações legais. Para continuarmos a avançar, é importante darmos andamento a essa revisão ampla da LC 130.
Assim, o sistema poderá melhor se adaptar ao novo ambiente competitivo, inovador e tecnológico atualmente em desenvolvimento no Sistema Financeiro Nacional.
Esse objetivo de renovação se guia por três vertentes estratégicas:
- Fomento de Atividades e Negócios;
- Aprimoramento da organização sistêmica e aumento da eficiência do segmento;
- Aprimoramento de gestão e governança.
Assim as principais alterações que propomos à LC 130 são:
- Fomento de atividades e negócios;
- “Empréstimo sindicalizado”;
- Aprimoramento da gestão e governança;
- Previsão de troca de informações entre o FGCoop e o BCB;
- Previsão expressa na Lei das operações de assistência financeira do FGCoop para cooperativas incorporadoras;
- Possibilidade de intervenção da central na singular e da confederação na central, mediante autorização prévia do BCB;
- Possibilidade de contratação de conselheiro de administração independente;
- Confederações de serviços passam a ser submetidas à regulação e supervisão do BCB;
- Quórum qualificado para desfiliação de singular de central e desta última de confederação;
- Aprimoramento da organização sistêmica e aumento da eficiência do segmento;
- Autorização para realização de campanhas promocionais visando a atração de novos associados e a integralização de quotas-partes;
- Conselho Fiscal facultativo para quem adota governança dual;
- Assembleias Gerais virtuais;
- Modernização das formas de publicação e convocação de Assembleias Gerais;
- Disciplinamento dos conceitos de área de atuação (amplo), área de ação (físico) e área de admissão (físico + virtual), dando maior autonomia para os Sistemas Cooperativos.
Com essas alterações legais esperamos uma significativa ampliação das atividades do setor. Vemos as cooperativas com uma fatia maior de um mercado financeiro ainda mais desenvolvido. Para acompanhar essa evolução o BCB tem metas bem definidas a serem atingidas em 2022:
- Quanto à participação de cooperados no SNCC, em relação ao total de clientes do SFN, pretendemos elevar o percentual de 24-, observado em 2018, para 40-;
- Na carteira de crédito do SFN, pretendemos que 20#$-$#dela seja gerada no SNCC, em comparação aos 18#$-$#observados em 2018; e ampliando a inclusão proporcionada pelo sistema, pretendemos que metade dos empréstimos sejam concedidos a cooperados de baixa renda, em comparação com os 33#$-$#observados em 2018.
Além disso, queremos fomentar uma maior presença nas regiões Norte e Nordeste, indo de uma cobertura de 13#$-$#dos municípios em 2018, para 25#$-$#de cobertura em 2022. Entendemos que para a obtenção desse último objetivo, é fundamental a expansão de infraestrutura de internet nessas regiões.
Todas essas metas são realistas. Especificamente em relação à participação das cooperativas no crédito, enquanto objetivamos elevá-la dos 8#$-$#registrados em 2018, para 20#$-$#em 2022, outros países já têm atualmente percentual mais elevado. Por exemplo:
- a Alemanha tem 20-;
- a Holanda tem 39-; e
- a França, 60-.
Esse encontro é importante para unirmos nossos esforços e levarmos nossa proposta ao legislativo, para que possamos trazer uma nova dinâmica para o setor de crédito cooperativo.
Muito obrigado!
Estão abertas as inscrições para o 8º Encontro de Mulheres Cooperativistas do Distrito Federal. Tradicional no calendário do cooperativismo local, o evento, promovido pelo Sistema OCDF-SESCOOP/DF será realizado no dia 20 de março, no Brasília Palace Hotel, das 13h30 às 18h.
Neste ano, o evento debaterá a sustentabilidade ligada aos seus três pilares: econômico, social e ambiental e tem como finalidade apresentar a importância da mulher no sentido de promover o fortalecimento da temática na sociedade.
O Encontro de Mulheres Cooperativistas do Distrito Federal busca integrar cooperadas e colaboradoras de cooperativas dos diversos ramos, além de destacar a importância da mulher no cooperativismo.
O encontro de 2020 está sendo preparado com muita dedicação para englobar diversos temas pertinentes e de extrema importância nos dias atuais.
Você, mulher cooperativista, não fique de fora. Será uma tarde de muito aprendizado, integração e troca de conhecimento. Faça já sua inscrição e participe, as vagas são limitadas!
Serviço
O que: 8º Encontro de Mulheres Cooperativistas do DF
Quando: 20 de março, das 13h30 às 18h
Onde: Brasília Palace Hotel, SHTN Trecho 01 Conjunto 01, Setor de Hotéis e Turismo Norte - Asa Norte, Brasília-DF
Mais informações: (61) 3312-8913
O Sistema OCDF-SESCOOP/DF realizará, nesta quinta-feira (12), o tradicional Encontro de Líderes Cooperativistas do Distrito Federal. Na ocasião, autoridades, lideranças, parlamentares e cooperativistas estarão reunidos para celebrar, também, os 20 anos do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Distrito Federal.
O evento será realizado em homenagem ao aniversário da instituição, que completou mais duas décadas no dia 2 de novembro. Dada a grande relevância do SESCOOP/DF, o encontro será um momento de celebração e contará com a apresentação de um vídeo comemorativo feito especialmente para a ocasião, além do lançamento oficial do selo comemorativo dos 20 anos do SESCOOP/DF.
O encontro deve contar com a presença de 100 participantes que estarão reunidos em um ambiente de integração e propício para a comemoração e para a troca de experiências entre os principais líderes cooperativistas e autoridades.
Na oportunidade, serão homenageadas algumas personalidades que, de alguma forma, fizeram a diferença e foram importantes nesses 20 anos do SESCOOP/DF, sempre atuando em prol do cooperativismo e do desenvolvimento das cooperativas locais.
Ao lado de representantes de cooperativas de diversos países, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) apresentou, na Conferência Internacional da Aliança Cooperativa Internacional para as Américas, as ações realizadas graças a parcerias internacionais para promover o desenvolvimento sustentável por meio do cooperativismo.
As parcerias internacionais são um meio de implementar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 17 (ODS 17), da Organização das Nações Unidas (ONU), que foi tema de um dos painéis de debates da Conferência Regional da ACI. O evento que começou na segunda-feira, terminou nesta quinta (21/11), na Costa Rica, e contou com a participação de mil dirigentes, representando 30 países.
Entre as atividades de intercooperação com países em desenvolvimento – modalidade de conhecida como Cooperação Sul-Sul – foram detalhadas as ações promovidas junto com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores.
ABC
A OCB executa dois projetos de cooperação financiados pela ABC, um deles em Botsuana, e outro na Argélia. As iniciativas têm o objetivo de promover o cooperativismo como forma de crescimento econômico e social nos dois países.
OCPLP
No âmbito da Organização das Cooperativas de Países de Língua Portuguesa (OCPLP), uma consultoria prestada pela OCB resultou na aprovação da Lei de Cooperativas pelo parlamento de Moçambique. A norma foi elaborada com inspiração na Legislação brasileira.
ONU
Além disso, a OCB também detalhou a parceria com a ONU na realização de workshops para a promoção dos 17 ODS. Também, relatou sobre o trabalho de cooperação implementado no âmbito do Mercosul por meio da Reunião Especializada de Cooperativas do Mercosul, grupo que visa a integração dos movimentos cooperativistas do Cone Sul.
Mercosul
O organismo internacional sul-americano tem trabalhado o aspecto comercial na organização de missões conjuntas a outros países. Também analisam a criação de um estatuto de cooperativas do Mercosul, unificando a legislação voltada para cooperativas e permitindo que seus representantes possam ser membros de cooperativas nos quatro países, nas regiões de fronteira.
OCB na ACI
Membro da Aliança Cooperativa Internacional há 30 anos, a OCB participa de eventos e projetos internacionais buscando representar os interesses do cooperativismo brasileiro no cenário internacional. A OCB também apoia a expansão do modelo cooperativista em outros países como forma de promover o desenvolvimento internacional.
