Os produtores agropecuários brasileiros estão muito confiantes nas políticas públicas voltadas para o agronegócio. Pesquisa realizada em setembro pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em conjunto com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), com 645 produtores agropecuários, mostrou níveis inéditos de satisfação com a condução das políticas públicas destinadas ao setor.
A pesquisa “Avaliação de Políticas Públicas para o Agronegócio”, realizada a cada trimestre, mostra que 65% dos entrevistados concordam/concordam plenamente com a afirmação de que o governo brasileiro valoriza o setor agropecuário. É o maior percentual desde o início do levantamento iniciado no final de 2013. Desde a eleição de Bolsonaro, esse indicador vem subindo (25% no último trimestre de 2018; 55% no primeiro trimestre de 2019; 61% no segundo trimestre de 2019). O recorde anterior era 16% registrado no terceiro trimestre de 2016.
“O elevado nível de confiança do setor deve se traduzir em mais investimentos que contribuirão com a tão esperada retomada do crescimento da economia e com a geração de empregos”, diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.
Dos produtores agropecuários entrevistados, 61% acreditam que o governo está empenhado em investir em infraestrutura logística, como portos, rodovias e ferrovias para escoamento da produção. Novamente, é o melhor resultado da série histórica, que orbitava entre 3% e 11% até o terceiro trimestre do ano passado.
Estão em curso obras importantes para o setor, como a pavimentação da BR-163, entre o norte de Mato Grosso e o Porto de Mirituba (PA), e a concessão dos terminais portuários e de um trecho de 1,5 mil quilômetros da ferrovia Norte-Sul, por exemplo. “Este é um forte indicativo de que o governo está em linha com os anseios do setor e empreende a importância do agronegócio para a economia e para a sociedade”, diz Marcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.
O terceiro indicador pesquisado foi o nível de satisfação com as políticas públicas relacionadas mais diretamente à infraestrutura, como energia, telefone, internet e celular destinados ao campo. Na visão de 38% dos entrevistados, o Brasil está empenhado em investir nesse segmento. Desde o início do ano, esse dado está oscilando entre 38% e 41%.
No passado, só atingiu o patamar de 20% em dois momentos: no primeiro trimestre de 2014 (para 20% dos entrevistados) e no segundo trimestre de 2014 (para 24% dos entrevistados). Neste sentido, o governo federal lançou recentemente a Câmara Agro 4.0, uma iniciativa que reúne os ministérios da Agricultura e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.
Fonte: FIESP/OCB
A 7ª edição da Feira Nacional da Cadeia de Flores e Plantas Ornamentais – FestFlor – e do 3º DF Rural: Saberes, Cores e Sabores foi realizada de 19 a 22, no Pavilhão do Parque da Cidade, em Brasília. O evento reuniu cerca de 20 mil pessoas que visitaram os 200 estandes de exposição na feira.
O coordenador da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater), que promove o evento, Cleison Duval, disse que a feira tem como objetivo ajudar a reunir os segmentos que compõem a cadeia produtiva de floricultura no Distrito Federal e no Brasil. "O objetivo é aumentar a união dessa cadeia, gerando mais renda para o país." Segundo Duval, este foi o primeiro ano em que a feira vai promoveu workshop para floristas.
O cooperativismo não poderia ficar fora desse momento. O Sistema OCDF-SESCOOP/DF esteve presente na 7ª FestFlor apresentando o cooperativismo para os visitantes. Quem passou pelo estande, pode conhecer mais sobre o cooperativismo local, sobre a atuação das cooperativas e como é o trabalho do sistema.
Segundo o analista de Cooperativismo e Monitoramento do SESCOOP-DF, Ariosto de Sousa, a FestFlor foi uma boa oportunidade de propagar o cooperativismo para o público visitante do evento. Ele ressalta que o contato direto com a sociedade é uma maneira de apresentar o trabalho e as ações que desse modelo de negócios.
Com informações da Agência Brasil
Estão abertas as inscrições para o curso Básico de Cooperativismo. O curso será realizado entre os dias 24 a 27 de setembro, 9h às 12h, na sede do Sescoop-DF. As inscrições são gratuitas e o curso tem carga horária de 12 horas.
O curso é aberto para ao público e para quem atua em cooperativas do Distrito Federal. O encontro possibilita o acesso a informações fundamentais sobre o cooperativismo e tem como objetivo preparar os participantes para adesão ou atuação mais eficaz nesse modelo de organização socioeconômico.
O curso será ministrado por Hioly Nascimento. Especialista em Direito Cooperativo, Hioly possui experiência na área de Cooperativismo, Gestão Cooperativa, Assembleias, Planejamento Estratégico e Governança Cooperativa.
Entrada social: Para participar, basta doar um item básico de enxoval para recém-nascidos. Esses itens serão doados para mães carentes da comunidade do Itapoã, no Distrito Federal.
O mais importante evento para cadeia produtiva de flores do Distrito Federal começa nesta quinta-feira (19). A FestFlor 2019, é considerada uma das maiores feiras de negócios do Centro-Oeste, que dura quatro dias e vai oferecer ao público workshops, seminários e oficinas de jardinagem e paisagismo.
São 200 estandes para exposição e venda de plantas, embalagens, acessórios, presentes, produtos e serviços para decoração. O evento acontecerá no Pavilhão do Parque da Cidade – Brasília/DF.
A entrada é gratuita, inclusive para os eventos como oficinas demonstrativas de flores do cerrado, arranjos, decoração de festas e desfile show. Para quem deseja se profissionalizar na área, haverá workshops, seminários e oficinas pagos. Para participar, é preciso se inscrever no site da FestFlor.
O cooperativismo não poderia ficar de fora dessa grande feira. O Sistema OCDF-SESCOOP/DF estará presente no evento com estande e mostrará as vantagens desse modelo de negócios.
Na oportunidade, os colaboradores do Sistema vão apresentar o cooperativismo no DF para quem passar pelo espaço. Faça-nos uma visita!
No Distrito Federal, o mercado de flores movimenta cerca de R$ 200 milhões ao ano e emprega aproximadamente 3,5 mil pessoas. A capital é o terceiro maior mercado consumidor de flores do país e o primeiro per capita.
Fonte: Agência Brasília
Serviço
O que: FestFlor Brasil
Data: 19 a 22 de setembro
Local: Pavilhão do Parque da Cidade – Brasília/DF
Horário: 10h às 21h
O Sistema OCDF-SESCOOP/DF informa que estão abertas as inscrições para o curso de Excel, nível avançado. O curso acontecerá no Senac e tem carga horária de 20 horas, sendo realizado no período da manhã, de 8h às 11h35, de 24 de setembro a 01 de outubro.
O curso tem como objetivo oferecer aprendizado sobre Excel, propiciando melhor rendimento e resultados nas atividades da cooperativa.
Participe! Inscreva-se aqui.
Entrada social: Para participar, basta doar um item básico de enxoval para recém-nascidos. Esses itens serão doados para mães carentes da comunidade do Itapoã, no Distrito Federal.
Representantes da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e da diretoria da OCB se reúnem nesta quarta-feira (25), em Brasília, para discutir a respeito da necessidade de a Reforma Tributária garantir que a incidência de tributos relativos aos atos cooperativos ocorra na figura do cooperado e não da cooperativa.
Além dos parlamentares e dos diretores da OCB, o evento também contará com a presença de representantes de três setores do cooperativismo (Agro, Crédito e Saúde), que apresentarão as projeções de impacto da aprovação da reforma tributária sem o detalhamento do ato cooperativo.
Fonte: Sistema OCB
Preparativos a mil para o XVI Encontro de Secretariado de Cooperativas do Distrito Federal. Promovido pelo Sistema OCDF-SESCOOP/DF, o encontro será realizado de 26 a 28 de setembro e promete ser três dias super intensos e proveitosos.
O Encontro de Secretariado é um evento tradicional no calendário do Sistema OCDF e promove dias de muita integração, capacitação e networking, fomentando intercooperação e trabalho em equipe. O evento é voltado para profissionais de secretariado que atuam em cooperativas no Distrito Federal.
Como objetivo, o encontro visa promover conhecimento e técnicas de planejamento estratégico pessoal aos profissionais de secretariado de cooperativas para a melhoria do seu assessoramento às organizações.
Durante o encontro, os presentes contarão com vivências em equipe, dinâmicas, oficinas, workshops e palestras.
Em breve mais informações!
Serviço
O que: XVI Encontro de Secretariado de Cooperativas do Distrito Federal
Quando: 26 a 28 de setembro
Onde: a definir
A 19ª edição do Cooperjogos, cumprindo seu papel de fomentar solidariedade, trabalho em equipe e assistência promoveu, durante a 19ª edição, mais uma gincana solidária. Dessa vez, entretanto, a arrecadação de alimentos e produtos de higiene pessoal superou expectativas. Um verdadeiro recorde marcou o encontro: foi mais de uma tonelada arrecadada, entre feijão, leite em pó, óleo, farinha de trigo e muito mais.
O Cooperjogos promoveu uma verdadeira corrente do bem entre os atletas e participantes do encontro. Por meio da gincana solidária, vários produtos foram doados. A arrecadação faz parte de uma ação do Dia de Cooperar, enquadrada no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 2: Fome Zero.
Segundo Leiliane Nunes, analista de Promoção Social do Sescoop-DF, “doar alimentos arrecadados por meio de ações do Dia C é fazer o mínimo que pode ser feito em relação a nossa comunidade. Acredito que ninguém deveria dormir em paz enquanto alguém passa fome. E as cooperativas, baseadas em seus valores e princípios, devem beneficiar seus membros e a comunidade onde estão inseridas, como uma instituição de pessoas para pessoas”, avaliou.
Duas instituições do Distrito Federal foram selecionadas para receber os donativos, cumprindo o papel do Sistema OCDF-SESCOOP/DF no que concerne ao 7º princípio do cooperativismo: o interesse pela comunidade.
A Casa de São Vicente de Paulo, em São Sebastião, e a Associação Sociocultural São Luiz Orione do Itapoã (ASLOI) foram as instituições selecionadas para receber os donativos arrecadados durante os jogos.
Com o objetivo de apresentar aos participantes a importância do papel do conselheiro administrativo na cooperativa, destacando suas atribuições e responsabilidades, o Sistema OCDF-SESCOOP/DF informa que estão abertas as inscrições para o Curso de Conselho Administrativo.
O curso tem carga horária de 16h e será realizado entre os dias 17 a 20 de setembro, de 9h as 13h, na sala de treinamento do SESCOOP-DF.
Entrada social: Para participar, basta doar um item básico de enxoval para recém-nascidos. Esses itens serão doados para mães carentes da comunidade do Itapoã, no Distrito Federal.
No próximo dia 10/09, terça-feira, a Comissão de Direito Cooperativo da OAB/DF promoverá, na sede da OAB/DF (516 Norte), o seminário “A Reforma Tributária e o Cooperativismo”. O evento conta com apoio do Sistema OCB e tem como objetivo debater as propostas da reforma tributária e os impactos no cooperativismo.
As inscrições são gratuitas, participe! Para mais informações, clique aqui.
A reforma tributária e o cooperativismo. Este é o tema do seminário promovido pela Comissão de Direito Cooperativo da OAB/DF composta por advogados do Sistema OCB e que ocorre nesta terça-feira (10/9), no auditório da OAB/DF, localizada na 516 Norte, em Brasília. O evento que conta com o apoio da OCB, do Sescoop e da CNCoop tem por objetivo debater as propostas da reforma tributária, bem como os possíveis impactos no dia a dia das coops brasileiras.
O seminário conta com as palestras de Luiz Carlos Hauly, economista e ex-deputado federal e, ainda, do professor João Caetano Muzzi Filho, advogado, doutor em direito tributário pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais. Tiago Conde, presidente da Comissão de Assuntos Tributários da OAB/DF participará como debatedor.
Inscrições
Para participar, o interessado precisa se inscrever no site do evento. As inscrições são gratuitas.
Comissão
A Comissão de Assuntos Cooperativos, da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Distrito Federal (OAB-DF) foi lançada em junho de 2016 com o apoio do Sistema OCDF em parceria com o Sistema OCB. O objetivo é promover um ambiente favorável ao debate jurídico, com vistas ao desenvolvimento das cooperativas do DF.
Atualmente, a diretoria da Comissão é composta pelo assessor jurídico do Sescoop, Aldo Guedes (presidente), pela gerente sindical da CNCoop, Jucélia Ferreira (vice-presidente), pelo analista jurídico Igor Vianna (secretário-geral) e pela gerente de Licitações e Contratos do Sescoop, Felícia Borges (secretária adjunta).
Fonte: Sistema OCB
Conjuntura econômica e reflexos nos negócios, novidades da Agenda BC#, os 10 anos da Lei Complementar nº 130 e os impactos da implantação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entrará em vigor em 2020, estão entre os temas do 2º Fórum Integrativo da Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebras), que ocorre em outubro em Brasília.
O evento será palco para debates entre dirigentes cooperativistas e especialistas nos temas relevantes para o contexto atual do setor, incluindo servidores do Banco Central do Brasil. Ao longo de dois dias, os participantes irão debater questões relacionadas a gestão, regulação, desafios e tendências de mercado e oportunidades de negócios com palestrantes de renome nacional. O especialista em cyberlaw e direito dos negócios digitais, Dr. Márcio Cots e Meiry Kamia, mestre em psicologia e consultora organizacional, serão exemplos dos expoentes que estarão presentes no Fórum.
O 2º Fórum Integrativo Confebras será realizado no Centro de Convenções do Parque Cidade Corporate, em Brasília, nos dias 10 e 11 de outubro, com a participação limitada a 400 lideranças de todo o país.
A novidade é que dirigentes e colaboradores das cooperativas singulares Independentes e de Capital & Empréstimo têm condições financeiras especiais para participar. Confira! Não deixe para a última hora. As vagas são limitadas!
As inscrições estão abertas e podem ser feitas no site: www.confebras.coop.br/fic/. Outras informações podem ser obtidas com a própria Confebras, no telefone (61) 3323-2335 ou no e-mail
Fonte: Assessoria de Comunicação Confebras
Um mundo mais justo e com melhores oportunidades para todos! Quem não sonha com isso, não é mesmo? Pois é, e o cooperativismo é um dos caminhamos para que esse sonho se torne realidade, afinal é o único setor econômico que valoriza a economia colaborativa, a preservação dos recursos naturais e o compartilhamento de riquezas. Ficou interessado? Então participe do projeto Somos Líderes, realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop).
As inscrições para a 1ª edição do Somos Líderes terminam nesta sexta-feira (6/9). Ao todo são oferecidas 35 vagas. Podem participar da seleção jovens com idades entre 21 e 35 anos, que sejam cooperados, empregados de cooperativas ou filhos de cooperados ou empregados há, no mínimo, um ano. Os candidatos também devem ser graduados, ou estar no último ano de graduação, em qualquer curso superior.
Cooperação
O programa do Sescoop recebe curadoria da HSM. A seleção dos jovens será feita pela Eureka. O objetivo? Preparar e desenvolver novas lideranças no cooperativismo, com uma visão prática da realidade e fundamentada em diversas perspectivas do que é ser líder no contexto socioeconômico em que vivemos.
Conteúdo
O Somos Líderes trabalhará assuntos como cooperativismo, inovação, organização, aspectos políticos e sociais em módulos presenciais (realizados em diferentes locais do país de acordo com a temática trabalhada). Além disso, os selecionados para o curso participarão de visitas técnicas a cooperativas, receberão conteúdos e fóruns online e serão acompanhados cada um por um mentor, que o assistirá por dois anos após o término da formação.
De graça
Vale destacar que os participantes do Somos Líderes não terão nenhum custo com deslocamento, alimentação ou hospedagem já que o Sescoop vai arcar com essas despesas. Os futuros líderes apenas devem se preocupar em ter disponibilidade para participar de todos os módulos do programa.
Fique ligado
Somos Líderes
Inscreva-se aqui até 6 de setembro!
Entrevistas online: 10 a 18 de setembro
Divulgação dos aprovados: 20 de setembro
Início do programa: 8 de outubro, durante a cerimônia do Prêmio Somoscoop – Excelência de Gestão, em Brasília.
Mais informações
Para saber mais, acesse www.somoscooperativismo.coop.br ou ligue 61 3217-1553, e fale com Guilherme Costa.
Fonte: Sistema OCB
O secretário de Meio Ambiente, Sarney Filho, participou da abertura da reunião do Conselho Gestor do Projeto BNDES, que trata da construção de Centrais de Triagem de Reciclagem e Central de Comercialização de materiais recicláveis no DF. O evento ocorreu na sede da secretaria, em Brasília, na tarde desta terça-feira, (27). Na pauta, o andamento das obras, aquisição de equipamentos, ferramentas e materiais e gestão e governança de cooperativas de catadores.
A Sema é responsável por executar a política de resíduos sólidos no DF e coordena as obras dos empreendimentos, localizados na Cidade Estrutural. De acordo com Sarney Filho, várias tratativas com o Governo do Distrito Federal já foram feitas para que a obra continue recebendo apoio. “A Sema está engajada e os recursos do GDF necessários para que as obras tenham andamento serão disponibilizados em breve. Para isso estão sendo feitos muitos esforços”, afirmou.
De acordo com o subsecretário de Gestão das Águas e Resíduos Sólidos, Jair Tannus, a expectativa é de que os recursos do GDF sejam aportados ainda esta semana, “o que garantirá a continuidade da obra e o recebimento do restante do recurso do BNDES, necessários para a sua conclusão”.
Fruto de contrato de colaboração firmado entre o GDF e o BNDES, com previsão de investimentos que passam de R$ 53 milhões, os empreendimentos vão gerar 750 postos de trabalho para as catadores e estão em fase de conclusão.
Os espaços devem substituir os galpões alugados utilizados hoje pelos catadores. Por meio do SLU, o GDF mantém 29 contratos com cooperativas e associações, envolvendo 1.213 catadores de recicláveis que atuam na prestação de serviços de coleta seleta e triagem.
Participaram da reunião, Andrea Portugal, Gabriel Arraes, pelo SLU, Glauco Amorim, Hamilton Favilla Neto e Amanda Meireles, pela Sema, Remy Gorga Neto, pela Organização das Cooperativas do Distrito Federal e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo, Sinomar Alves dos Santos, pela Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do DF (Centcoop) e, Almerino Rodrigues e Railene pela Coopambiente.
Secretaria executiva
A SEMA é a secretaria executiva do Conselho Gestor do BNDES, que garante a participação das lideranças de catadores e do poder público nas definições das ações do Projeto. Por meio do Contrato de Concessão de Colaboração Financeira, firmado entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e o BNDES, estão sendo construídos dois Centros de Triagem e um Centro de Comercialização de Materiais Recicláveis.
Os dois centros de triagem, com a metragem de 2.825,60 m² cada, serão destinados ao adequado tratamento da parcela seca dos resíduos provenientes da coleta seletiva do DF, maximizando o retorno de diversos resíduos passíveis de reciclagem à cadeia produtiva da reciclagem do DF e do país.
A Central de Comercialização de Materiais Recicláveis receberá todo o material pré-selecionado para beneficiamento dos materiais advindos tanto dos CTRs, quanto das demais cooperativas de catadores do DF pertencentes à rede Centcoop. As atividades a que serão desenvolvidas incluem a recepção dos resíduos sólidos secos, triagem, classificação, prensagem, armazenamento e comercialização dos materiais recicláveis advindos da coleta seletiva do DF.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria do Meio Ambiente
“O cooperativismo nos une”, foi com essas palavras que o presidente do Sistema OCDF-SESCOOP/DF, Remy Gorga Neto, declarou aberta a 19ª edição dos Jogos de Integração Cooperativista – Cooperjogos. Um sábado (17) de sol, com muita animação e qualidade de vida: assim, podemos definir bem como foi esse encontro.
O 19º Cooperjogos foi marcado por um recorde: foram 630 atletas participantes em diversas modalidades esportivas: natação, atletismo, futebol society, voleibol, dominó, sinuca, cabo de guerra, jogos eletrônicos, queimada, teste cooperativo, gincana solidária, jogo de dama, truco, peteca, entre outras.
Neste ano, o encontro reuniu mais de 750 pessoas entre dirigentes, associados, colaboradores de cooperativas e seus familiares que se reuniram para um dia de muita integração, trabalho em equipe e cooperação no Sesi Taguatinga.
O Cooperjogos faz parte do calendário anual de atividades do Sistema OCDF-SESCOOP/DF e é promovido em celebração ao Dia Internacional do Cooperativismo, comemorado no primeiro sábado de julho. O evento cumpre seu papel de incentivar saúde, qualidade de vida e lazer com muita diversão e integração entre os que fazem parte do cooperativismo do Distrito Federal.
O evento contou com a presença de representantes de cooperativas de variados segmentos: agropecuário, crédito, educacional, produção, representação e trabalho. O Cooperjogos se define como um momento ideal para a união e congraçamento entre as cooperativas do Distrito Federal ao promover integração entre os participantes.
“O evento já é uma tradição para as cooperativas do Distrito Federal e mais uma vez atingiu seu objetivo, integrando os ramos do cooperativismo e incentivando a qualidade de vida por meio da prática de esportes. Foi um dia de muita diversão e medalhas”, conta Leiliane Nunes, analista de promoção social do SESCOOP/DF.
Gincana solidária
O Cooperjogos ainda fomentou a solidariedade dos atletas e dos participantes do encontro. Por meio da gincana solidária, vários alimentos e produtos de higiene pessoal foram doados, coroando mais um recorde para a 19ª edição. Mais de uma tonelada de produtos não perecíveis foram coletadas para doação.
A arrecadação desses produtos faz parte de uma ação do Dia de Cooperar e, ao final do evento, uma instituição de caridade do Distrito Federal é selecionada para receber os donativos, cumprindo o papel do Sistema OCDF-SESCOOP/DF no que concerne ao 7º princípio do cooperativismo: o interesse pela comunidade.
Integração e lazer
O Cooperjogos é um evento importante para as cooperativas do Distrito Federal e mostra a animação, o trabalho em equipe e a integração de quem faz parte do cooperativismo local.
Para os atletas, é um momento de descontração que, ainda, incentiva a prática esportiva e o bem-estar. Thauane Aleixo, atleta do ramo representação, participou do Cooperjogos pela primeira vez e falou sobre sua experiência: “o evento promove bastante interação entre as cooperativas. Os atletas levam a sério os jogos e muitos até treinam. Esse tipo de ação é importante e é até certa motivação para os cooperados, no meu primeiro ano eu posso dizer que fiquei orgulhosa de poder fazer parte desse dia”, avaliou.
Para a 20ª edição, o Sistema OCDF-SESCOOP/DF prevê um dia ainda mais animado e com mais atletas participantes.
Festa de encerramento coroará Miss e Mister Cooperativismo 2019
Para fechar com chave de ouro o 19ª Cooperjogos, uma grande festa será promovida para premiar o ramo vencedor da edição. A solenidade de encerramento dos jogos é mais um momento de integração, união e comemoração pelos bons resultados obtidos.
É ainda na ocasião que o Distrito Federal vai conhecer a Miss e o Mister Cooperativismo 2019. São seis misters e seis misses representando seus ramos e buscando o título. Serão premiados em três categorias: Miss e Mister Simpatia, Miss e Mister Elegância e, finalmente, Miss e Mister Cooperativismo
Defender os interesses do cooperativismo e das cooperativas do Distrito Federal na Câmara Legislativa. Propor leis, ações e promover o fortalecimento do setor. Esses são alguns dos objetivos da Frente Parlamentar do Cooperativismo no DF, e foi com a intenção de impulsionar esse modelo de negócios que a Câmara Legislativa promoveu, na sexta-feira (9), sessão solene de lançamento da Frencoop-DF.
Por iniciativa do deputado Roosevelt Vilela, presidente da Frente, mais de 150 pessoas, entre dirigentes, autoridades, parlamentares, cooperados e familiares de cooperados estiveram reunidas para prestigiar o lançamento da Frencoop-DF.
Durante a abertura da solenidade, o deputado Roosevelt Vilela lembrou que a origem do cooperativismo "remonta ao momento em que o ser humano começou a se organizar". Ao apontar o crescimento da atuação cooperativista, o distrital destacou: "O Estado não consegue suprir todas as necessidades da sociedade; por exemplo, a geração de empregos. É preciso fortalecer a iniciativa privada, e seu ápice é o cooperativismo". Vilela afirmou, ainda, que a Câmara Legislativa deve ser uma "caixa de som" da sociedade, reverberando as suas necessidades. "O sistema de cooperativas é uma realidade, e a Frente Parlamentar vai trabalhar por ele", frisou.
Para o presidente do Sistema OCDF-SESCOOP/DF, Remy Gorga Neto, o lançamento da Frencoop é um marco para o cooperativismo local. “É um momento muito importante para o cooperativismo, é uma forma de ter uma relação direta com nossos parlamentares para defender os interesses do movimento na CLDF. É uma ocasião histórica, uma grande conquista para todos nós”, avaliou.
Ainda segundo o presidente, “o cooperativismo tem que ser encarado como um modelo de organização importante, que traz desenvolvimento e crescimento sustentável para a sociedade”, pontuou Remy.
O lançamento da Frencoop-DF será de extrema importância para fomentar relação direta com os deputados que fazem parte da Frente, defendendo os interesses em comum do movimento cooperativista do Distrito Federal, principalmente ao propor audiências públicas, criação de leis, desburocratização e fomento dos ramos do cooperativismo aqui presentes.
Segundo o deputado Leandro Grass, a frente será uma aliada para o desenvolvimento do setor. “É para isso que a Frencoop existe: para ser parceira, para ser apoiadora nos projetos de leis, nos debates e nas proposições em que a gente esteja junto. É muito importante que o Brasil tenha um compromisso com o cooperativismo”, apontou.
Importantes lideranças do setor estiveram presentes na solenidade, que ainda homenageou o 97º Dia Internacional do Cooperativismo, celebrado no primeiro sábado de julho.
Na ocasião, o presidente do Sicoob Planalto Central, Miguel Ferreira, avaliou que o cooperativismo representa boa parte da sociedade. “O papel do parlamento é atender aos anseios dessa sociedade. Isto posto, esperamos utilizar desse canal para o fortalecimento e para a defesa dos interesses do cooperativismo. Contem conosco para construirmos um cooperativismo cada vez mais forte e eficiente, cada vez mais capaz de atender a comunidade em suas necessidades”, disse.
Homenagens
Para reconhecer pessoas que fizeram e fazem diferença no cooperativismo do Distrito Federal, a sessão solene contou, ainda, com a entrega de moções de louvor para personalidades que prestaram relevantes serviços para o setor.
Receberam homenagens: Aline Sousa da Silva, Arcenio Chervinski, Derci Cenci, Gilmar Clementino da Silva, João Carlos Fonseca Casseb, José Alves de Sena, José Valdir Ribeiro dos Reis, Leopoldo Rodrigues Ferreira, Luiz Lesse Moura dos Santos, Márcio Lopes de Freitas (representado por Renato Nobile), Maurício Severino de Rezende, Miguel Ferreira de Oliveira, Roberto Marazi in memorian (recebido por seu filho Marcelo de Castro Marazi), Ruy Telles e Sérgio Roberto Cardoso da Cruz.
Números no DF
O Distrito Federal conta com um universo de aproximadamente 200 mil pessoas entre cooperados e empregados que integram o cooperativismo. São 66 cooperativas legalmente registradas no Sistema OCDF/SESCOOP-DF, organizadas em seis ramos de atividades, sendo responsáveis por parte significativa do PIB no Distrito Federal.
O cooperativismo no Distrito Federal é um instrumento importante na promoção do desenvolvimento econômico sustentável, gerando trabalho e renda.
Frente Parlamentar
A Frencoop-DF conta com a adesão de dez parlamentares que passam a atuar em defesa das demandas do cooperativismo local. Presidida por Roosevelt Vilela (PSB), a frente conta com a adesão dos deputados Chico Vigilante (PT), José Gomes (PSB), Júlia Lucy (Novo), Leandro Grass (Rede), Rafael Prudente (MDB), Hermeto (PHS), Reginaldo Sardinha (Avante), Robério Negreiros (PSD) e Jacqueline Silva (PTB).
A Frente Parlamentar é um dos principais canais de representação do cooperativismo na Câmara Legislativa e possibilita aos parlamentares a união de forças em prol dos interesses e do desenvolvimento do setor, apresentando leis e contribuindo com a evolução do modelo de negócio.
Assista a integra da Sessão Solene aqui
Com informações da Câmara Legislativa
Toda cooperativa já nasce com algumas marcas inerentes ao nosso DNA: qualidade, força e integridade são algumas delas. Outras características são desenvolvidas com o tempo, como a excelência da gestão, a eficácia dos processos e a habilidade de olhar de maneira estratégica e sustentável para a condução dos negócios. E é para ajudar o cooperativismo a evoluir nesses últimos aspectos que contamos com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) – serviço social autônomo, com personalidade jurídica de direito privado, instituído a partir da Medida Provisória nº 1.715/98, e respectivas reedições.
Conheça um pouco mais do Sescoop e de seus impactos no dia a dia das cooperativas brasileiras sob a ótica de dois homens das leis
Em atividade desde 1999, o Sescoop foi criado para aperfeiçoar a governança, a gestão e as atividades de responsabilidade socioambiental das cooperativas brasileiras. Até então, nosso modelo de negócios avançava de forma intuitiva, sem um modelo de governança e planejamento estratégico estruturados. Com o lançamento do “S” cooperativista, o governo federal e as cooperativas brasileiras esperavam alcançar um novo patamar de gestão e profissionalização da base de cooperados e colaboradores. Mas será que isso de fato aconteceu? Para discutir os reais impactos do Sescoop no cotidiano das cooperativas brasileiras, entrevistamos dois profissionais da Lei: o ex-ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU) Valdir Simão, que também já ocupou o cargo de ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão (2015-2016); e o assessor jurídico do Sescoop, Aldo Leite.
Saber Cooperar: O que mudou para as cooperativas brasileiras após a criação do Sescoop?
Valdir Simão: A partir da criação do Sescoop, o sistema cooperativista passou a contar com um instrumento para a promoção da cultura cooperativista e para a formação profissional e desenvolvimento gerencial das cooperativas e seus associados. Investindo fortemente em estratégia e na integração do sistema, o Sescoop vem pavimentando o caminho para o desenvolvimento contínuo do modelo cooperativista brasileiro, que apresenta índices de crescimento surpreendentes.
Aldo Leite: Antes da criação do Sescoop, os empreendimentos cooperativos não tinham o suporte adequado e específico para suas necessidades de aperfeiçoamento da gestão e capacitação de seus empregados. A depender do ramo de atuação, elas tinham de buscar ajuda em diversas outras instituições – públicas ou privadas – que não compreendiam muito bem a essência e os princípios cooperativistas, como a autogestão e a estrutura de governança própria das cooperativas. O Sescoop mudou esse quadro e passou a desempenhar um papel importantíssimo na oferta de soluções para a sustentabilidade do nosso modelo de negócios.
SC: No atual contexto de reformas políticas e econômicas, qual seria o principal desafio do Sescoop?
V.S: As cooperativas têm, em seu DNA, o empreendedorismo. A formação de profissionais com essa característica é fundamental para o nosso desenvolvimento econômico e para a diminuição da dependência estatal. E esse é justamente um dos objetivos estratégicos do Sescoop: capacitar pessoas. Ao participar de vários segmentos da economia nacional, o sistema cooperativista contribui para estimular a produtividade e competitividade, em prol do consumidor e do país.
A.L: A economia brasileira está passando por um processo de ressignificação. Diversos processos estão sendo reestruturados e a qualificação profissional é o eixo motor desse processo. Nesse sentido, o Sescoop pode contribuir significativamente para o crescimento e aumento da importância das cooperativas na economia brasileira, criando novas oportunidades de geração de renda e trabalho para a população.
SC: E em relação à melhora da eficiência e da gestão das cooperativas, qual é o papel desempenhado pelo Sescoop?
V.S: O papel é central, de identificação e disseminação de boas práticas de gestão e formação de pessoas, o que garante eficiência e entrega de bons resultados.
A.L: O Sescoop detém papel importantíssimo na melhoria da gestão e da governança dos empreendimentos cooperativos, ajudando inclusive na projeção das cooperativas brasileiras no cenário econômico nacional e internacional. Fazemos isso por meio de programas próprios de capacitação – como o Programa de Desenvolvimento da Gestão Cooperativa (PDGC) –, mas também por intermédio de parcerias firmadas com diversos atores nacionais – como Banco Central do Brasil, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Fundação Unimed, Fundação Sicredi, entre outros. Também firmamos parcerias voltadas para o fortalecimento do cooperativismo com atores internacionais, a exemplo da Organização das Nações Unidas (Onu), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), da Confederação Nacional das Cooperativas da Alemanha (DGRV), entre outros.
SC: Existe diferença entre a chamada “governança cooperativista” e a governança corporativa das empresas tradicionais?
V.S: Governança, gestão de riscos e controles são ferramentas essenciais para organizações de qualquer natureza, públicas ou privadas, de fins lucrativos ou não. Os princípios da boa governança aplicados em empresas privadas devem ser aplicados também nas cooperativas, para garantir um processo decisório equilibrado, transparência e accountability.
A.L: Não obstante os princípios aplicáveis às boas práticas de governança e gestão sejam universais, transversais e essenciais, temos de ter a clareza: enquanto o modelo de governança corporativa visa atender aos interesses dos sócios ou acionistas das sociedades empresarias em geral, a governança cooperativista é um modelo de direcionamento estratégico fundamentado nos valores e princípios cooperativistas. Portanto, tem um impacto mais positivo no ambiente no qual está inserido, pois visa garantir a execução dos objetivos sociais e assegurar a gestão das cooperativas de modo sustentável, e em consecução com os interesses dos associados. As boas práticas da governança cooperativista – além de seguir os princípios gerais e as boas práticas de governança e gestão – observam princípios próprios, entre os quais ressalto a autogestão, bem como diversos outros regramentos próprios disciplinados na própria Lei nº 5.764/71. Além disso, e a depender do ramo de atuação, observam-se regras/resoluções de agentes públicos normalizadores, a exemplo do Banco Central, para as instituições financeiras cooperativas e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para as cooperativas de saúde. Por isso o Sescoop fomenta tão fortemente o aperfeiçoamento e as boas práticas de governança e gestão nas cooperativas. Acreditamos que essas boas práticas ajudarão no avanço e no fortalecimento das cooperativas e, com isso, a comunidade em volta da cooperativa também será beneficiada.
SC: Todos os anos, o Sescoop realiza a capacitação técnica de milhares de cooperados e trabalhadores de cooperativas. Em sua opinião, a forma de atuação e disponibilização dessas informações está satisfatória? Em que é possível melhorar?
V.S: É satisfatória, mas sempre é possível melhorar, com olhar voltado para as novas tecnologias e para as necessidades do mercado, em constante evolução.
A.L: Sabemos que a atuação e disponibilização das informações, em qualquer instituição, precisam estar em constante processo de evolução e interconexão. As ferramentas e os resultados obtidos pelo Sescoop precisam ser mais bem divulgados à sociedade. Temos muito a contribuir com a sociedade e a economia brasileiras, e precisamos divulgar melhor nossas ações.
SC: Sabemos que toda e qualquer organização, seja privada ou pública, pode e deve otimizar recursos e revisitar seus custos periodicamente. Em sua opinião, como o Sescoop pode melhorar nesse sentido?
V.S: Inovando e refletindo continuamente sobre o seu modelo de atuação, para identificar novas formas de atuação, em especial com a utilização de tecnologia, bem como para gerar sinergia na utilização dos recursos e das estruturas de cada unidade de negócio.
A.L: Como já dito, toda e qualquer organização, seja ela pública ou privada, deve promover e incentivar a otimização de seus recursos. E o Sescoop já vem trabalhando nessa tônica há alguns anos. Criamos, por exemplo, um centro de serviços compartilhados que centralizou na unidade nacional, em Brasília, os serviços de processamento da folha de pagamento e contabilidade dos estados. Com isso, conseguimos liberar as equipes das unidades estaduais, que são reduzidas, para se dedicarem ao atendimento das cooperativas. Destaco, ainda, que outras iniciativas estão em processo de reflexão e discussão interna. Estamos, inclusive, dialogando com alguns ministérios do novo governo, no sentido de estruturar uma cadeia de formação e qualificação profissional que fomente a sustentabilidade, colocação ou recolocação profissional dos trabalhadores de cooperativas.
SC: Quais são as expectativas para o Sescoop e para as nossas cooperativas nos próximos anos?
V.S: Tenho confiança que o sistema continuará crescendo de forma sustentável. O cooperativismo já é compreendido pela sociedade e pelos governos como modelo de negócio capaz de gerar valor aos associados e produzir bens e serviços de qualidade. Também gera oportunidade de entrada no mercado de trabalho para aqueles que pretendem desenvolver determinada atividade econômica, mas dependem de algum tipo de cooperação para isso. Esse desenvolvimento contínuo tem como motor propulsor o Sescoop, seja na formação profissional ou na qualificação gerencial das cooperativas.
A.L: Minhas expectativas para o Sistema Cooperativista Nacional são as melhores possíveis, já que é visível e significativo o crescimento e participação das cooperativas no cenário econômico nacional e internacional. O mundo tem buscado alternativas para um crescimento consciente e sustentável. E cada vez mais, pessoas e organizações engajam-se nesse propósito. Segundo estudo da Nielsen Global de Responsabilidade Social Corporativa, 66% dos consumidores estão dispostos a pagar mais por produtos e serviços advindos de instituições/empresas comprometidas com impacto social e ambiental positivos. E o cooperativismo é uma alternativa extremamente conectada, desde o início, com esse tema e com seus princípios, já que estamos falando de adesão livre e voluntária, gestão democrática, intercooperação, interesse pela comunidade, entre outros temas. Especificamente em relação ao Sescoop, posso afirmar com a certeza de quem trabalha há 10 anos no Sistema S: fazemos muita diferença na vida dos dirigentes, cooperados e empregados das cooperativas. Os números de crescimento do cooperativismo são fruto direto da atuação do Sescoop na melhoria da gestão e governança das cooperativas.
Fonte: Sistema OCB
Todo ser humano possui algum talento incrível e o coloca em prática a todo minuto. Alguns vão além e utilizam seus dons junto a um bem muito precioso: o tempo. Com isso passam a realizar trabalhos que beneficiam comunidades inteiras e, então, transformam vida por vida, até alcançar milhares de pessoas. Esses são os voluntários e, no Brasil, esses ganharam um dia especial: 28 de agosto, Dia Nacional do Voluntário.
Se olharmos para o trabalho desempenhado pelas cooperativas brasileiras ao longo dos anos, podemos encontrar milhares dessas pessoas executando tarefas incríveis graças ao movimento nacional Dia de Cooperar. Há dez anos, cooperativas incentivam projetos voluntários diferenciados, contínuos e transformadores que mudaram a vida de mais de 2,2 milhões de pessoas em todo o país. Para se ter uma ideia, ao longo de uma década, foram mais de 120 mil voluntários atuando incansavelmente para que mais de mil municípios brasileiros pudessem receber iniciativas que, alinhadas aos princípios da ONU, melhoram a qualidade de vida, a saúde, a educação e o meio ambiente.
A partir dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), voluntários cooperativistas têm trabalhado para o alcance das mais de 169 metas da agenda 2030. Os objetivos são grandiosos, do tamanho das questões contemporâneas. Tarefas como acabar com a fome, a insegurança alimentar e a agricultura predatória; garantir a educação inclusiva e equitativa de qualidade; alcançar a igualdade de gênero; reduzir as desigualdades; combater a mudança do clima e os seus impactos e, a cada minuto, é possível encontrar alguém cooperando para que mudanças aconteçam.
Necessidade
Uma das pessoas que procura contribuir para que estas metas sejam alcançadas é a Tatiana Pereira de Souza, instrutora de informática da Cooperativa de Ensino de Ourinhos (SP). Para ela, todos os dias, ao acordar, devemos recordar que fazemos parte de uma sociedade que precisa cooperar por um mundo melhor. “São as nossas escolhas e atitudes que determinam se vivemos bem ou mal. A semente do voluntariado aumenta cada vez mais a corrente do bem, pois as atitudes simples movem o mundo. Juntos somos mais e fazemos melhor", diz.
União
Lá no Norte do país a transformação a partir do trabalho voluntário também acontece. Por lá está o Artur Almeida, presidente da Cooperativa de Tecnologia do Acre (Cooperatec). Para ele, o Dia C é a porta para celebrarmos o cooperativismo. “É incrível saber que cooperados brasileiros estão unidos com o propósito de promover projetos que mudam vidas de Norte a Sul do Brasil. Ser um voluntário cooperativista é prazeroso é reconfortante”, pondera o presidente.
Talento
“O voluntário precisa ter uma força interior para não desistir frente aos obstáculos; seriedade para atuar com comprometimento e profissionalismo; desprendimento para doar seu tempo e energia, calor humano sobressalente para aquecer outras pessoas. E talento: não necessariamente uma habilidade específica, mas a capacidade de caminhar olhando para frente e, ao mesmo tempo, se preocupando em não deixar ninguém para trás”, comenta Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB, e parabeniza todos os voluntários pelo seu dia.
“A nossa forma de trabalho torna as cooperativas empresas únicas, distintas de centenas de milhares de estabelecimentos focados no lucro pelo lucro e não no lucro pelas pessoas, como se o ter fosse mais importante que o ser. Aproveito para convidar quem ainda não experimentou esta forma de trabalho que impacta positivamente a sociedade pra se unir ao movimento Dia de Cooperar e assim fazer com que mais atitudes simples mudem o nosso país e consequentemente o mundo”, finaliza.
Saiba mais
A pesquisa Outras Formas de Trabalho 2017, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que 7,4 milhões de pessoas realizaram trabalho voluntário, o equivalente a 4,4% da população de 14 anos ou mais de idade. O aumento foi de 12,9% em comparação a 2016.
Entretanto a pesquisa da World Giving Index 2018 – Charities Aid Foundation que publica o Índice Global de Solidariedade, com a medição da solidariedade em 146 países, aponta que o Brasil aparece em sétimo lugar em número absolutos (21 milhões de voluntários) e percentualmente na posição 109 (13%) da população envolvida em ações voluntárias. A pesquisa leva em consideração três modalidades: doação em dinheiro, ajuda a um desconhecido e voluntariado.
Fonte: Sistema OCB
O Plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (21/8), a Medida Provisória (MPV) 881/2019, que trata da liberdade econômica e simplifica os procedimentos burocráticos que, atualmente, geram entraves para o empreendedorismo. O texto segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro.
A medida provisória trouxe o reconhecimento da importância do cooperativismo para o desenvolvimento do país e estendeu às cooperativas o mesmo tratamento conferido aos demais modelos societários que terão o registro simplificado para abertura e fechamento de empresas nas Juntas Comerciais.
A OCB vem trabalhando com o tema desde março, no âmbito MPV 876/2019, que tratou da simplificação da abertura de empresas. Inicialmente a proposta proibia expressamente o registro automático das cooperativas nas Juntas Comerciais. A extensão do registro simplificado às cooperativas foi contemplada, após articulação da OCB com o diretor do Departamento de Registro Empresarial e Integração (DREI), André Luiz Santa Cruz, com o relator da MP 876, deputado Áureo Ribeiro (RJ), com o presidente da Comissão Mista, senador Jorginho Mello (SC), e com apoio do presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputado Evair de Melo (ES). Com a perda da eficácia da MPV 876, esse texto foi incluído no parecer da Comissão Mista da MPV 881/2019.
Para que o deferimento automático nas Juntas Comerciais entre em vigor, após a sanção, será necessária a adoção de atos constitutivos e de fechamento padronizados. A OCB está trabalhando em conjunto com o DREI para elaboração dos documentos padronizados, que têm como base cases de sucesso das unidades estaduais.
Outros pontos trazidos pela MP:
- Substituição do eSocial por novo sistema simplificado;
- Extinção de alvarás e licenças para atividades de baixo risco;
- Preservação da autonomia da vontade, prestigiando atos e contratos dos particulares, ou seja, segurança jurídica nas relações e intervenção mínima do Estado;
- Afastamento de normas infralegais desatualizadas;
- Efeito vinculante em decisões administrativas de liberação e in dubio pro libertate, com regra de interpretação;
- Proibição de exigências, como definição de preços, sem previsão em lei;
- Vedação de emissão de certidões com prazo de validade sobre fatos imutáveis;
- Positivação de conceitos afetos à desconsideração de personalidade jurídica;
- Carteira de trabalho digital;
- Imunidade burocrática para atividade econômica de inovação;
- Vedação da emissão de certidões com prazo de validade sobre fatos imutáveis;
- Afastamento do abuso regulatório; e
- Obrigatoriedade de Análise de Impacto Regulatório (AIR) para novos normativos.
Fonte: Sistema OCB
O cooperativismo terá agora espaço nas discussões acerca do fortalecimento de relações e fomento de negócios entre Brasil e Portugal. Na quinta-feira (25), durante Assembleia Geral Ordinária, foi instituída, dentro da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços Brasil-Portugal Centro Oeste, a criação de núcleos de negócios para estimular parcerias comerciais entre as cooperativas do DF e de Portugal.
O Núcleo de Gestão Estratégica terá como vice-presidente Remy Gorga Neto, presidente do Sistema OCDF-SESCOOP/DF e como vice-presidente de apoio à gestão, Carla Madeira, superintendente do SESCOOP/DF.
Além disso, o vice-presidente da OCDF e presidente do Sicoob Credijustra, Alexandre Coelho Machado, ocupará a vice-presidência de Crédito Cooperativo do Núcleo de Gestão de Cooperativismo. Ainda dentro deste núcleo, ficará a cargo de Leo Rodrigues, assessor de Relações Institucionais da OCDF, o cargo de vice-presidente de Relações Institucionais de Cooperativismo.
Durante a assembleia, os componentes do grupo mostraram interesse com a causa do cooperativismo e com o desenvolvimento das cooperativas locais. Sabendo da relevância do tema e desse modelo de negócios, os presentes aprovaram a formulação dos núcleos, bem como os nomes indicados a ocupá-los.
De acordo com Leo Rodrigues, essa é uma grande conquista para o cooperativismo do DF. “Entendemos ser um importante passo, é um canal a mais para que as cooperativas brasilienses possam comercializar seus produtos, não só em Portugal, mas na Europa como um todo”, disse.
A criação dos núcleos tem por objetivo fortalecer e promover intercâmbio comercial entre os países. A parceria trará bons frutos para o cooperativismo ao fomentar a criação de uma ponte e facilitar relações comerciais e de negócios entre as cooperativas. Esse é um importante passo para criar e facilitar acordos entre os sistemas cooperativos do Distrito Federal e de Portugal.